Mas o que é chargeback mesmo? Por Willian Azzolini
Atualizado: 15 de jan.

O chargeback é uma solicitação de cancelamento de um pagamento feito pelo titular do cartão de crédito junto ao banco emissor.
Assim, o banco notifica o cartão que informa a companhia aérea por e-mail solicitando documentos que comprovem a venda.
O envio da documentação não garante que a companhia aérea não será debitada.
Caso a documentação não seja enviada ou não seja válida, o valor é debitado na conta da companhia aérea e o dinheiro retorna à conta do titular do cartão ou ao seu limite de crédito.
A grande maioria das passagens aéreas vendidas com o cartão de crédito o cliente não está presente.
São os casos das compras em OTAs e mesmo em agências físicas.
Nas OTAs a compra é online pelo portal da agência.
No caso de agências de viagens físicas, o bilhete eletrônico é vendido através de um documento chamado autorização de débito que como o nome já diz o passageiro autoriza o débito em seu cartão.
Este procedimento é muito prático, porém perigoso para a companhia aérea e agência de viagem.
Te explico o por quê!
Qualquer venda no cartão de crédito que o cliente não esta fisicamente presente pode ser contestada (não reconhecimento) pelo titular do cartão.
Além disso, o cliente pode contestar uma venda por divergência de valores, quando é cobrado no cartão um valor diferente do acordado.
Como resultado, as companhias aéreas e agências de viagem ficam expostas à possíveis fraudes.
Cartões roubados, clonados ou até utilizados de má-fé podem ser usados para compras de passagens aéreas.
Quando uma companhia aérea é debitada pelo cartão de crédito por chargeback ela imediatamente emite uma ADM para a agência de viagem para reaver o valor debitado.
A indústria aérea também lida com a fraude amiga
Como assim!?
Chamamos de fraude amiga quando o passageiro ao invés de entrar com o processo de reembolso junto a agência de viagem ou companhia aérea contacta o banco e contesta a venda.
Esses passageiros autorizaram a transação, receberam o bilhete comprado, e depois contestou a transação.
Muitos passageiros não percebem que um reembolso e um estorno (chargeback) não são a mesma coisa.
Eles simplesmente não fazem ideia do trabalho extra que estão dando ás companhias aéreas.
Outro tipo de fraude amiga é a acidental.
Acontece quando uma pessoa próxima ao dono do cartão realiza uma compra com o seu cartão, sem sua autorização ou mesmo a pessoa se esquece que efetuou a compra.
Duplicidade
Outro motivo frequente de chargeback é a duplicidade de vendas.
Por erro de sistema ou do emissor, o bilhete é emitido duas vezes.
Nestes casos, ao invés do passageiro informar a agência de viagem ou companhia aérea entra diretamente com processo de chargeback.
Como se proteger de um chargeback?
Sabendo agora os principais motivos de chargeback, fica mais fácil para a indústria aérea tentar se antecipar ao problema.
As OTAs estão investindo pesado em sistemas e processos para reduzir o número de chargebacks.
Portal de internet das companhias aéreas e agências estão cada vez mais inteligentes.
Fiz uma lista de precauções que devem ser tomadas para evitar surpresas com chagebacks e fraudes.
Ficar atento as viagens de última hora ou na mesma semana.
Cuidado com viagens que não se iniciam no Brasil.
Questionar compras fora do comum de clientes frequentes. (Quadrilhas especializadas clonam os emails de empresas e solicitam passagens).
Tomar cuidado com cartões de terceiros. (Quando não é o próprio titular do cartão que está viajando).
Viagens pagando tarifas sem desconto (Tarifas cheias).



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