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Mas o que é chargeback mesmo? Por Willian Azzolini

9 de jan.
3 min de leitura

Atualizado: 15 de jan.


O chargeback é uma solicitação de cancelamento de um pagamento feito pelo titular do cartão de crédito junto ao banco emissor.

Assim, o banco notifica o cartão que informa a companhia aérea por e-mail solicitando documentos que comprovem a venda.

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O envio da documentação não garante que a companhia aérea não será debitada.

Caso a documentação não seja enviada ou não seja válida, o valor é debitado na conta da companhia aérea e o dinheiro retorna à conta do titular do cartão ou ao seu limite de crédito.

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A grande maioria das passagens aéreas vendidas com o cartão de crédito o cliente não está presente.

São os casos das compras em OTAs e mesmo em agências físicas.

Nas OTAs a compra é online pelo portal da agência.

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No caso de agências de viagens físicas, o bilhete eletrônico é vendido através de um documento chamado autorização de débito que como o nome já diz o passageiro autoriza o débito em seu cartão.

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Este procedimento é muito prático, porém perigoso para a companhia aérea e agência de viagem.

Te explico o por quê!

Qualquer venda no cartão de crédito que o cliente não esta fisicamente presente pode ser contestada (não reconhecimento) pelo titular do cartão.

Além disso, o cliente pode contestar uma venda por divergência de valores, quando é cobrado no cartão um valor diferente do acordado.

Como resultado, as companhias aéreas e agências de viagem ficam expostas à possíveis fraudes.

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Cartões roubados, clonados ou até utilizados de má-fé podem ser usados para compras de passagens aéreas.

Quando uma companhia aérea é debitada pelo cartão de crédito por chargeback ela imediatamente emite uma ADM para a agência de viagem para reaver o valor debitado.

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A indústria aérea também lida com a fraude amiga

Como assim!?

Chamamos de fraude amiga quando o passageiro ao invés de entrar com o processo de reembolso junto a agência de viagem ou companhia aérea contacta o banco e contesta a venda.

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Esses passageiros autorizaram a transação, receberam o bilhete comprado, e depois contestou a transação.

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Muitos passageiros não percebem que um reembolso e um estorno (chargeback) não são a mesma coisa.

Eles simplesmente não fazem ideia do trabalho extra que estão dando ás companhias aéreas.

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Outro tipo de fraude amiga é a acidental.

Acontece quando uma pessoa próxima ao dono do cartão realiza uma compra com o seu cartão, sem sua autorização ou mesmo a pessoa se esquece que efetuou a compra.

Duplicidade

Outro motivo frequente de chargeback é a duplicidade de vendas.

Por erro de sistema ou do emissor, o bilhete é emitido duas vezes.

Nestes casos, ao invés do passageiro informar a agência de viagem ou companhia aérea entra diretamente com processo de chargeback.

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Como se proteger de um chargeback?

Sabendo agora os principais motivos de chargeback, fica mais fácil para a indústria aérea tentar se  antecipar ao problema.

As OTAs estão investindo pesado em sistemas e processos para reduzir o número de chargebacks.

Portal de internet das companhias aéreas e agências estão cada vez mais inteligentes.

Fiz uma lista de precauções que devem ser tomadas para evitar surpresas com chagebacks e fraudes.

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  • Ficar atento as viagens de última hora ou na mesma semana.

  • Cuidado com viagens que não se iniciam no Brasil.

  • Questionar compras fora do comum de clientes frequentes. (Quadrilhas especializadas clonam os emails de empresas e solicitam passagens).

  • Tomar cuidado com cartões de terceiros. (Quando não é o próprio titular do cartão que está viajando).

  • Viagens pagando tarifas sem desconto (Tarifas cheias).

 
 
 

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